quinta-feira, 19 de março de 2015

Chá da tarde no Bistrô Benade


À convite dos queridos Stephen Benade e Maione Carrijo falei sobre os benefícios da Biomassa de Banana Verde no chá da tarde do Bistrô Benade. Stephen Benade, dono do Bistrô, preparou Brownie com calda de maracujá, Bolo de romã, Caponata de casca de banana verde e Bolo de chocolate com Ganache. Todas as receitas foram feitas com biomassa e todas sem glúten. Imaginem que delícia!!
Para completar esse lanche delicioso, o Fernando do Delícias de Lá, casa especializada em produtos sem glúten e sem lactose, preparou seus bolos e pães maravilhosos!

A Biomassa de Banana Verde é um alimento funcional.

Mas o que é um alimento funcional? 
É um alimento que além de suas propriedades nutricionais, fornece benefícios à saúde, na prevenção e redução de doenças crônicas, como diabetes,hipertensão,obesidade,etc.
A biomassa de banana verde é classificada como alimento funcional  por conter um princípio bioativo chamado amido resistente.
O amido resistente é um carboidrato complexo que não digerimos. Ao chegar no intestino grosso, este amido será fermentado por bactérias benéficas ao nosso organismo, as bactérias probióticas, estimulando seu crescimento e proliferação. O aumento dessas bactérias é essencial para manutenção de uma boa flora intestinal.

O intestino é um órgão extremamente importante na nossa saúde .Um intestino saudável reflete em boa absorção de nutrientes essenciais para todas as funções orgânicas, sistema imunológico ativo, produção de serotonina, neurotransmissor responsável pelo bem estar, sono profundo e felicidade. Além disso, é um órgão responsável pela eliminação de toxinas.
O glúten é uma proteína insolúvel encontrada naturalmente no grão de muitos cereais como o trigo, cevada, triticale, centeio e aveia. É uma proteína de difícil digestão, ou seja, mesmo que seu estômago esteja funcionando perfeitamente, com quantidades adequadas de ácido clorídrico e enzimas digestivas (o que é muito raro hoje, devido aos hábitos alimentares atuais), moléculas de glúten irão descer para o trato gastrointestinal até o intestino delgado.
Nosso intestino delgado não reconhece  os alimentos diretamente sem antes serem processados (digeridos através da mastigação e digestão completa no estômago); ele reconhece nutrientes, após a digestão, ou seja, ele reconhece aminoácidos (proteínas), glicose e frutose (carboidratos) e ácidos graxos (gorduras).
A presença de macromoléculas intactas no intestino delgado gera reações imunológicas e inflamatórias, pois o corpo reconhece essas macromoléculas como estranhas ou não próprias ao seu funcionamento, causando danos às pequenas vilosidades que revestem sua parede, acionando o sistema imunológico para combater o dano e, como consequência, poderá desencadear sintomas clínicos, devido à inflamação e aumento da permeabilidade intestinal. Essa reação é considerada uma desordem autoimune que o organismo ataca a si mesmo na presença do glúten. Os sintomas podem surgir em qualquer idade após o glúten ter sido introduzido na dieta.

Os principais e mais comuns sintomas de sensibilidade ao glúten:
  • Diarréia crônica ou prisão de ventre
  • Inchaço
  • Flatulência
  • Dores articulares e musculares
  • Dores ósseas
  • Câimbras por perda de cálcio, magnésio e potássio
  • Problemas na tireoide: tireoidite de hashimoto
  • Anemia não responsiva a suplementação de ferro
  • Dificuldade em ganho muscular
  • Infecção urinária de repetição
  • Hiperatividade
  • Depressão
  • Irritabilidade
  • Alterações de peso
Quando o glúten chega ao intestino dos celíacos, anticorpos impedem o órgão de absorver essa e outras proteínas, além de carboidratos, vitaminas, ferro e cálcio. Os nutrientes são eliminados pelas fezes e a pessoa fica com deficiências nutricionais graves. A persistência do consumo exacerba uma reação inflamatória já existente, agravando os sintomas.

Desta forma, o nutricionista é indispensável para planejar um cardápio para quem quer saúde, bem-estar e peso adequado.

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